O ser humano é um ser social

ferteles

Uma das coisas que mais tem chamado minha atenção em meio a essa pandemia  é como as pessoas se tornaram especialistas do que não conheciam,  do dia para a noite.

Nessa enxurrada de lives que estamos vivendo tem gente dando aula de tudo, até do que nunca fez. E nesse desbravar de um momento de adaptação parece que tudo é permitido, até mesmo esquecer que o princípio básico de uma transmissão online de qualidade é a INTERNET.

As lives caseiras ganharam espaço e deixam eventos promissores com cara de amador. É claro que estamos vivendo um processo de grande expansão de ferramentas, algumas até já existentes, mas nunca tão exploradas, em escala, como no momento atual.

Os eventos digitais e híbridos não são novidade. A novidade está no holofote que foi colocado sobre eles diante da necessidade que se impôs pela realidade, e consequentemente, a crescente demanda traz infinitas alternativas e formatos, que estão sendo criados e testados, mas que, como em todo avanço, pressupõe erros e acertos.

O cuidado é que tem muita gente pegando carona nessa nova onda e até fazendo premunições de que daqui para frente os eventos presenciais serão substituídos pelos digitais.

Ora, é claro que uma porta foi aberta.  Quebraram-se paradigmas e preconceitos com relação ao mundo digital como um todo. Mas o ser humano é um ser social. Ele precisa do contato, ele precisa do olho no olho. Nada substitui a troca de energia da presença. E depois de 4 meses em isolamento, as pessoas já estão clamando por esse momento.

Falta pouco! Mas enquanto não temos a garantia de fazer isso com toda segurança, é importante não ser cobaia desse universo de alternativas que se apresentam para a realização dos eventos digitais. Aliar as necessidades específicas de cada evento, com a gama de maravilhas tecnológicas que podem ser usadas nesse momento é o grande “pulo do gato” para fazer um evento diferenciado, mesmo com distanciamento.

Faça valer o tempo da sua audiência!

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